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Archive for the ‘Sustentabilidade’ Category

Aí vão algumas dicas que encontrei para o consumo consciente nas compras de materiais escolares:

  • Uso de materiais do ano passado, troca de uniformes e livros didáticos entre alunos, redução da lista de compras e várias outras dicas no site do Akatu.
  • Mochila escolar sem propaganda de desenho, da Bebêchila
  • Linha de produtos Ecolápis, da Faber Castell
  • Cadernos escolares com selo FSC, da Jandaia e caderninhos de bolso da Moleco
  • Sulfite e cartolina escolar Senninha (Suzano), certificados pela FSC 
  • Papelaria artesanal, na Ateliê Portfólio 

Infelizmente, parece que ainda são poucas as opções. Se tiver alguma dica para acrescentar, inclua seu comentário!

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Semana passada fiz provavelmente o último ultrassom da minha gravidez. Está tudo ótimo, tudo perfeito, apesar de ter sido detectado o cordão umbilical em volta do pescoço da minha filha. Fiquei muito triste com isso, pois sei que essa é uma das justificativas mais comuns para a indicação de um parto cirúrgico. Mas meu médico me acalmou, dizendo que já fez vários partos normais com circular de cordão e que isso não seria um problema.

Coincidência ou não, no mesmo dia recebi o link para um mini documentário feito pelo Conselho Regional de Enfermagem de São Paulo. Muito esclarecedor e incentivador para quem, como eu, não quer saber de cortes na barriga e mãos amarradas na hora de receber seu filho nesse mundo, a não ser, é claro, que a cesária seja realmente necessária: http://vimeo.com/8526305

Vale destacar aqui dois dados surpreendentes que aparecem no filme: 84,5% dos partos cobertos por planos de saúde em 2008 foram cesáreas. Na rede pública, esse número é de 31%. A OMS recomenda que não passe de 15%… Além da escolha da mãe, que muitas vezes tem medo das dores do parto ou não está bem informada para essa decisão, a principal explicação é mercadológica: partos normais podem durar até mais de 10 horas, enquanto uma cesária dura em média 1,5h. E, no Brasil, os planos de saúde pagam o mesmo pelos dois procedimentos, sem diferenciar a dedicação do médico e sem levar em consideração o bem estar da mãe e do bebê…

Está mais do que na hora desse setor rever seu “jeito de fazer negócios”, como costumamos falar lá no banco.

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Até saber quem era Ervin Laszlo, não dava muita importância a este livro. Depois de pegá-lo na mão, conheci o autor e respeitei. Estou falando do infanto-juvenil  “Como viver a macrotransição”, que explora um conceito difícil de ser explicado às crianças: sustentabilidade.

Tendo a achar que toda a leitura infanto-juvenil tem visão limitada sobre este assunto. Muitos falam só do problema do livro, ou só das águas, ou só disso ou só daquilo. Fazem a relação do impacto que o lixo tem na vida do ser humano, mas nem sempre explicam aos leitores o que este mesmo lixo tem a ver com a vida de crianças do outro lado do mundo, por exemplo. Ou no que o respeito às diferenças se relaciona com a economia de um país.

Quando falamos em sustentabilidade, visão sistêmica é fundamental. Se não for não aplicada à literatura, o perigo é que as produções sejam rasas ou incompletas.

O livro – indicado sobretudo aos adolescentes – tem essa visão sistêmica e em nenhum momento é chato. O personagem principal chama-se “O Mano”, que é uma gíria e também uma referência ao humano (nesse caso, mérito do tradutor, provavelmente). Embora o projeto gráfico não seja tão atrativo (este lugar é do conteúdo), a versão em português é cheia de recursos que lembram internet e traz vários poeminhas interessantes de autoria de Walmir Cedotti.

Eu recomendo!

O amanhã depende

do agora, a Natureza

nos faz recordar, que nossa terra é nossa memória

e será o que a gente sonhar

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Nos últimos dias me diverti bastante cuidando dos preparativos para a chegada do meu bebê. Pensar nas cores do quarto, nos móveis e nas roupinhas é uma coisa deliciosa e ao mesmo tempo um peso na consciência, pois o consumo nada consciente parece ser a única opção disponível para pais que querem levar o famoso tripé “econômico – social – ambiental” em consideração na hora de fazer um enxoval.

Consegui fazer algumas coisas boas: herdei um berço e um cadeirão que já foram de outras duas crianças e recebi de bom grado tudo o que me ofereceram, tanto as roupinhas e objetos usados quanto os presentes. Hoje mesmo ganhei da minha cunhada um lindo macacão de menino (ela já tinha outro igual), que certamente ficará lindo na minha bebê 🙂

Também tirei da lista de chá de bebê itens que na minha pesquisa com outras mães descobri serem inúteis. Mas mesmo assim precisei comprar várias coisas.

E foi aí que o pilar “econômico” falou mais alto que todos os outros… Meu irmão foi passar uns dias em Miami e eu pedi pra ele me trazer quase tudo de lá. Tudo made in Bangladesh, tudo a US$ 10 o pacote com três, mas tudo muito, muito mais barato. Ignorei o que já aprendi sobre consumo consciente e mandei ver no cartão de crédito. E não me arrependo, pois pagar R$ 40 por um pedaço de pano de 30 centimetros, sinceramente, não está nos meus planos.

O capítulo “fraldas” é outro que me faz querer rasgar meu diploma em “gestão da sustentabilidade”… Até pesquisei e encontrei uma marca americana de fralda biodgradável, a gDiapers. Linda, cool e ecológica, parece uma excelente opção para as mães do primeiro mundo. Sorte delas, pois por aqui não há nada similar e importá-las, além de caro, seria um contrasenso responsável por muitas emissões de carbono. 

Até encontrei várias mães brasileiras adeptas às fraldas de pano dizendo o quanto elas estão melhores que aquelas que nossas mães usaram. Mas, sinceramente, eu não tenho tempo nem saco pra encarar uma lavação louca desses paninhos.

Fico me cobrando maior coerência, mas preciso reconhecer que algumas mudanças ainda não são viáveis, pelo menos para mim. O bacana disso tudo é perceber o mundo de possibilidades que pessoas empreendedoras podem ter com a questão da sustentabilidade. Como bem disse Ray Anderson, o criador da InterfaceFLOR, nunca houve nada tão inspirador para a inovação quanto a sustentabilidade.

Quem sabe daqui a alguns anos não me arrisco nessa história e abro minha gDiapers brasileira?

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Por conta do videochat da semana que vem, escrevi um artigo sobre educação financeira e consumo consciente para crianças lá para portal de sustentabilidade do Banco. Se o assunto interessar, acessem www.bancoreal.com.br/sustentabilidade.

E aqui o reforço do convite.Videochat das crianças!

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Em função do meu interesse por este assunto, no último domingo acompanhei o III Festival Internacional de Teatro para a Infância de Juventude, que aconteceu aqui em São Paulo. O tema do evento e a imagem usada nos materiais de divulgação eram muito sugestivos: “Uma Janela para a Utopia”, e trazia o desenho de uma criança segurando o globo terrestre.

Logo pela manhã, acompanhei um debate sobre “sustentabilidade e meio ambiente no teatro para crianças e jovens”. Por se tratar de um festival internacional, estavam na mesa diretores de teatro do Brasil, Argentina e Alemanha. Mais uma oportunidade de ver que, quando o assunto é o futuro do planeta, independente de que arte estamos falando, os problemas não são regionais, e a busca por respostas tem o mesmo peso para todos os países.

Foram abordadas questões técnicas das montagens infantis que falam de sustentabilidade. Por exemplo, os palestrantes concluíram que muito se confunde abordagem teatral (que trata das questões humanas de forma mais emocional, poética, introspectiva…) com a pedagógica, que mostra aos pequenos – de forma didática e estruturada – nosso desafio e nossa responsabilidade neste momento.

Mas, para sair um pouco destes aspectos técnicos do teatro, quero pontuar aqui algumas informações e perguntas-chave que me inquietaram bastante. O representante da Alemanha mencionou uma pesquisa que constatou que as crianças sentem medo quando o tema é o meio ambiente. Para elas, os adultos já perderam o controle do que poderia ou deveria ser feito.

Estão certas, não? Mas o que será, para uma criança de seis anos, sentir que o mundo adulto não tem mais controle? E, ainda, que ela, criança, é responsável por “consertar tudo isso”? Não é aqui que vou dar esta resposta, nem sozinha… Mas respondo com outra pergunta, que foi lançada para um dos palestrantes. “Por que nossos filhos têm que ser melhores que nós?”.

Esta pergunta me inquietou e resumiu tudo o que senti nesta vivência no festival. Aquele velho conselho que temos que ser o exemplo para nossas crianças toma proporções astronômicas quando o assunto é sustentabilidade. Basta para que paremos para pensar tudo o que fizemos no decorrer de nossas vidas para que elas levassem o ônus de ser a geração que vai transformar o mundo num mundo melhor para se viver.

O que me parece mais justo é dar o exemplo (bem dado) e refletir sobre qual é a divisão adequada desta responsabilidade. Pensando também que, no teatro, na escola ou em casa, a criança tem direito constitucional a viver plenamente sua infância, com alegria, sem dor nem catástrofes… Prefiro ficar com a versão de um dos ouvintes da palestra, para quem a contribuição que elas têm a dar passa pela certeza de que o mundo vai, sim, continuar.

Em função do meu interesse por este assunto, no último domingo acompanhei o III Festival Internacional de Teatro para a Infância de Juventude, que aconteceu aqui em São Paulo. O tema do evento e a imagem usada nos materiais de divulgação eram muito sugestivas: “Uma Janela para a Utopia”, e trazia o desenho de uma criança segurando o globo terrestre.

Logo pela manhã, acompanhei um debate muito rico sobre “sustentabilidade e meio ambiente no teatro para crianças e jovens”. Por se tratar de um festival internacional, estavam na mesa diretores de teatro do Brasil, Argentina e Alemanha. Mais uma oportunidade de ver que, quando o assunto é o futuro do planeta, independente de que arte estamos falando, os problemas não são regionais, e a busca por respostas e soluções tem o mesmo peso para todos os países.

Foram abordadas questões técnicas das montagens infantis que falam de sustentabilidade. Por exemplo, os palestrantes concluíram que muito se confunde abordagem teatral (que trata das questões humanas de forma mais emocional, poética, introspectiva…) com a pedagógica, que mostra aos pequenos – de forma didática e estruturada – nosso desafio e nossa responsabilidade neste momento.

Mas, para sair um pouco destes aspectos técnicos do assunto teatro, quero pontuar aqui algumas informações e perguntas-chave que me inquietaram bastante. O representante da Alemanha mencionou uma pesquisa que constatou que as crianças sentem medo quando o tema é o meio ambiente. Para elas, os adultos já perderam o controle do que poderia ou deveria ser feito.

Estão certas, não? Mas o que será, para uma criança de seis anos, sentir que o mundo adulto não tem mais controle? E, ainda, que ela, criança, é responsável por “consertar tudo isso”? Não é aqui que vou dar esta resposta, nem sozinha… Mas respondo com outra pergunta, que foi lançada para um dos palestrantes. “Por que nossos filhos têm que ser melhores que nós?”.

Esta pergunta me inquietou e resumiu tudo o que senti nesta vivência no festival. Aquele velho conselho que temos que ser o exemplo para nossas crianças toma proporções astronômicas quando o assunto é sustentabilidade. Basta para que paremos para pensar tudo o que fizemos no decorrer de nossas vidas para que elas levassem o ônus de ser a geração que vai transformar o mundo num mundo melhor para se viver.

O que me parece mais justo é dar o exemplo (bem dado) e refletir sobre qual é a divisão adequada desta responsabilidade. Pensando também que, no teatro, na escola ou em casa, a criança tem direito constitucional a viver plenamente sua infância, com alegria, sem dor nem catástrofes… Prefiro ficar com a versão de um dos ouvintes da palestra, para quem a contribuição que elas têm a dar passa pela certeza de que o mundo vai, sim, continuar.

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