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Archive for the ‘Literatura’ Category

Ainda não li o livro, mas sei que da cabecinha da minha querida Mikita só sai coisa boa. Ela acaba de lançar seu primeiro livro infantil, “Vestida para espantar gente na rua”, com textos e ilustrações certamente lindos. Mais informações no blog: http://euespantogentenarua.wordpress.com/

Miki, querida, parabéns. Eu perdi o lançamento no último sábado, mas vi algumas fotos e fiquei emocionada! Deve ter sido uma festa linda e muito divertida… Espero que seja um sucesso!

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Que saudade de escrever neste Quintal…

Essa é para os pais e educadores que se preocupam com a educação financeira de suas crianças e da relação delas com o consumo. Aliás, Mari e eu adoramos tratar deste assunto aqui.

A Cristina Von – escritora que participou do videochat do ano passado – acabou de lançar um livrinho lindo chamado “O Consumo”. Nele, a autora conta a história de dois meninos que têm vidas muito parecidas, mas com consciências muito diferentes, e vai mostrando aos leitores o reflexo das escolhas da vida deles.

O enredo facilita a vida dos adultos porque, com ele, conseguimos explicar aos pequenos – com exemplos práticos – o que perde quem é consumista. E que o consumo, quando desnecessário, pode ser um peso, e não uma alegria.

A editora dela (a Callis) aproveitou para relançar “O Dinheiro”, que é um livrinho que ela já tinha e que vale muito a pena. Tem até porquinho para montar.

Beijos e até.

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Minas Gerais é mesmo o celeiro da boa literatura brasileira, inclusive a infantil. A começar por um cara chamado Ziraldo. Vocês conhecem?

Mas, dessa vez, minha homenagem não é para ele não, mas para outro gênio, chamado Bartolomeu Campos de Queirós.

Sempre que pesquiso e leio livros infantis, tento identificar quem são aqueles autores que conseguem levar as crianças para outras dimensões, realidades, universos. Um direito que elas têm, sendo crianças.

O Bartolomeu faz isso com maestria, numa linguagem muito própria, que tem delicadeza, inocência e poesia.

Dia desses, encontrei nas minhas coisas um livrinho chamado “Onde tem bruxa tem fada” com o qual, mais uma vez, pude comprovar a minha tese.  É um livro bem antigo, a primeira edição deve sido publicada em 1979. Para vocês verem que estou falando de um dinossauro da literatura infantil.

A edição que eu tenho é da Editora Moderna (Colação Girassol) e é de 83. Até  esse ano, ele já tinha sido impresso 52 vezes. É assustador, não?

O livro conta a história de Maria do Céu, uma fada que – antes de ser fada – era ideia. Quando ideia, morava no céu. Como fada, veio para a Terra. Mas ela não conseguia fazer encantamentos na Terra porque ninguém pedia nada. Além disso, enquanto ela queria fazer “sorvete de sonho” e “bicicleta para passeios aéreos”, outros mágicos já tinham passado por aqui e feito coisas com “refrigerantes com sabor de vitória” e “televisão com poeira de sangue”. A fada se cansa quando vê que a Terra não é um bom lugar para se produzir alegrias: os mágicos já tinham dado tarefas demais aos homens, e eles já não tinham tempo para mais nada.

Já deu para sentir, né? Quem quiser conferir esse gênio, de graça e com um conto fresquinho, confira Alma de Gato no Brincando, que é a história do Geremias, o menino que sonhava ter um gato, mesmo sem nunca ter visto um.

Bartolomeu escreve este conto com outro gênio, o mesmo que ilustrou a fada: Mario Cafieiro. Não percam!

Até mais!

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Até saber quem era Ervin Laszlo, não dava muita importância a este livro. Depois de pegá-lo na mão, conheci o autor e respeitei. Estou falando do infanto-juvenil  “Como viver a macrotransição”, que explora um conceito difícil de ser explicado às crianças: sustentabilidade.

Tendo a achar que toda a leitura infanto-juvenil tem visão limitada sobre este assunto. Muitos falam só do problema do livro, ou só das águas, ou só disso ou só daquilo. Fazem a relação do impacto que o lixo tem na vida do ser humano, mas nem sempre explicam aos leitores o que este mesmo lixo tem a ver com a vida de crianças do outro lado do mundo, por exemplo. Ou no que o respeito às diferenças se relaciona com a economia de um país.

Quando falamos em sustentabilidade, visão sistêmica é fundamental. Se não for não aplicada à literatura, o perigo é que as produções sejam rasas ou incompletas.

O livro – indicado sobretudo aos adolescentes – tem essa visão sistêmica e em nenhum momento é chato. O personagem principal chama-se “O Mano”, que é uma gíria e também uma referência ao humano (nesse caso, mérito do tradutor, provavelmente). Embora o projeto gráfico não seja tão atrativo (este lugar é do conteúdo), a versão em português é cheia de recursos que lembram internet e traz vários poeminhas interessantes de autoria de Walmir Cedotti.

Eu recomendo!

O amanhã depende

do agora, a Natureza

nos faz recordar, que nossa terra é nossa memória

e será o que a gente sonhar

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Naquela semana esquisitinha entre natal e ano novo, fui na Livraria Cultura e comprei um livro que não consigo mais largar: “Monteiro Lobato – Livro a Livro”. Nele estão reunidos artigos de vários estudiosos sobre Lobato como autor e editor. Estão divididos por obra e em ordem cronológica, o que nos faz entender melhor a trajetória completa dele.

O mais legal foi entender, com profundidade, o processo criativo do Lobato como escritor e a revolução que ele fez no mercado editorial infantil a partir da década de 20. Ele tinha uma necessidade clara e muito visceral de estimular nas crianças o espírito crítico tão ausente na nossa sociedade. Se ainda não temos, imagine naquela época.

Ele usa seu brilhantismo para subverter e começa propondo uma nova linguagem para as obras infantis, sobretudo pelo uso (até então inexplorado) do coloquialismo e de neologismos. Eu não sabia, por exemplo, que ele reescrevia um texto um milhão de vezes para chegar àquele naturalismo na linguagem.

Coloca na mente e na boca de seus personagens falas que questionam a ordem tão moralmente aceita dos adultos. A turma do sítio não só viaja para onde bem entender quanto pode dar soluções a acontecimentos históricos do Brasil e do mundo. Lobato tem uma ânsia enorme de falar para crianças que todas elas poderiam fazer o mesmo.

Com esta leitura, pude entender direitinho como ele construiu o caráter de seus personagens e qual era o projeto político que tinha com cada um deles. Como o exemplo de Dona Beta, a maior contadora de histórias que a literatura infantil brasileira já teve, porque seu criador jamais desistiu da ideia de construir um país de leitores.

O livro é rico em muitos outros sentidos. Como todo artista, muito da personalidade de Lobato estava implícito em seus personagens (a impetuosa Emília é o próprio Lobato) e suas histórias. E é gostoso, nessa leitura, ver como todas estas coisas se deram.

Para os amantes de Lobato, vale muito a pena. Depois de ter comprado, fui descobrir que o livro ganhou o Jabuti do ano passado na categoria crítica literatura. Olha, mereceu, viu…

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Dia desses, estava com a Mari na Livraria Cultura e fiz uma compra por um impulso, mas da qual não me arrependo nenhum pouco. Comprei o livro infantil do José Saramago, chamado “A Maior Flor do Mundo”, que a Companhia das Letrinhas lançou este ano, lindamente ilustrado por João Caetano.  (O texto foi mantido no português de Portugal a pedido do autor).

Ele começa e termina o livro num diálogo aberto e honesto com a criança leitora. Diz a ela que não sabe escrever com simplicidade, que não tem boas histórias para crianças, que não tem paciência e que tudo que faz é meio rebuscado. Grosseiro? Não, pelo contrário, é delicado, verdadeiro e muito bem feito (afinal, estamos falando de Saramago).

O enredo é de uma simplicidade que só os gênios conseguem alcançar. Conta a experiência de um menino que quer salvar uma flor que está morrendo. Ela se torna a maior flor do mundo, e ele se transforma no herói da cidade.

E aí dei muito sorte. Achei um vídeo no You Tube uma animação que conta a história do livro. Não é o mesmo traço dos desenhos do livro na edição brasileira, mas é tão lindo quanto. Tanto no livro quanto na animação, temos o escritor Saramago participando da história como personagem.

Ah, vou deixar uma frase aqui que está na contracapa do livro que chamou muito a minha atenção e sobre a qual vale refletir.

 

“E se as histórias para crianças

passassem a ser de leitura obrigatória para os adultos?

Seriam eles capazes de aprender realmente

o que há tanto tempo têm andado a ensinar?”


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Semana passada, convivi dois dias com a equipe e os alunos da Escola para Surdos do Colégio Rio Branco. Era o lançamento do Beto, e eu fiquei lá dando uma força. A experiência foi rica e incrível: nunca vi tanta gente junta trabalhando tão feliz, nunca vi tanta criança bem cuidada.

O mais bacana foi entrar no universo dos surdos. Aprendi muito. Aprendi que LIBRAS não é uma linguagem, mas sim uma língua (como o inglês e o espanhol) e, como tal, tem seus regionalismos. Aprendi todas as saudações (bom dia, boa tarde, boa noite, com licença, desculpe, obrigada, até amanhã etc.). Também fui batizada pelas crianças, que deram meu nome em LIBRAS: no gesto, elas fazem uma referência ao meu cabelo.

Aprendi que, quando se quer, chegamos muito longe. Lá, não tem espaço para “não dá, é difícil, deixa para lá”. O Rio Branco é uma escola de classe média alta, mas muitas coisas acontecem pela iniciativa individual de gente sonhadora e incansável, SEMPRE em prol das crianças e da disseminação da língua. Tenho certeza que estes “sonhadores/fazedores” estão por todas as partes, e que Deus os ilumine para que sejam inspiradores por onde passarem.

Um desejo do Beto, por exemplo, foi que um dos personagens dele (o papagaio Pappo) falasse em LIBRAS com a platéia. Mas como? Conseguimos. Os meninos da Making Of (que são uns feras responsáveis pela Turma do Cocoricó e pelo Louro José, por exemplo) conseguiram montar um papagaio cujas asinhas eram luvas usadas pela intérprete de LIBRAS. Sim, um boneco lindo falando em LIBRAS diante de uma eufórica platéia de crianças surdas.

Foi demais! Parabéns e obrigada aos amigos talentosos: Beto, Eric, João e Renato. Essa turma ninguém segura.

Segue uma foto minha com o Pappo e outra dele arrasando em plenária.

Beijos borboletais.

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