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Archive for the ‘Infância’ Category

Ai gente, como seria bom se existisse TED nos anos 80 e minha mãe ouvisse esse cara falando… Bem, mas agora existe e se você tem filhos (ou pretende ter) não pode deixar de ver.

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Esta semana começou o último mês da minha licença maternidade. Em agosto volto a trabalhar e consequentemente à loucura de São Paulo. Há umas três semanas comecei a sofrer por antecipação, pensando nas horas presa no trânsito e, principalmente, nas intermináveis dez horas longe da minha filha.

Eu tive o privilégio de tirar seis meses de licença maternidade, um benefício maravilhoso, que toda mulher do mundo deveria ter acesso. E mesmo assim estou com a sensação de que deveria ficar mais tempo em casa, cuidando da minha menina.

Sei que quando retomar minha rotina tanto ela quanto eu vamos nos adaptar. Mas que bom seria se eu pudesse trabalhar só meio período… Se eu vivesse em uma cidade menor, sem tanto trânsito… Se eu pudesse parar de trabalhar por pelo menos um ano… Fico pensando inutilmente nessas coisas, sabendo que não vou fazer nada disso, afinal, agora tenho uma filha pra criar e, além de gostar do que faço, preciso ganhar de dinheiro…

Mmmmmmm… será que não dá mesmo pra viver com menos grana e mais tempo livre? Ela é tão pequena, fica feliz com qualquer bagunça que eu faço, qualquer brinquedinho que eu dê na mão dela… Nos primeiros três meses ela só precisava de cinco coisas: um berço gostoso, fraldas limpas, chupeta, funchicória e eu. Fez tanto calor no início deste ano que nem de roupa ela precisava, embora as gavetas estivessem lá, abarrotadas!

Agora que está com cinco meses ela também precisa de um brinquedinho macio para morder e um edredom pra rolar no chão com segurança. E quando crescer mais um pouco eu acho que o que ela precisará mesmo será de parques e praças onde possa brincar de verdade, até extravasar toda a sua energia (o quintal da vó também serve!). Alimentos frescos, saborosos e sem químicas, ar puro,  praias limpas e amigos legais também são itens fundamentais. Mas parece que ter o que é mais simples é sempre mais trabalhoso, mais difícil de conseguir.

Talvez por isso na maior parte das vezes acabamos proporcionando às crianças o que é mais cômodo. E assim as enchemos de brinquedos, roupas, sapatos e passeios no shopping. Não que essas coisas também não sejam legais, mas todos nós sabemos que não é daí que vem a verdadeira felicidade. Alías, falar do prazer encontrado nas pequenas coisas já virou lugar comum, virou receita de felicidade de revista “Bons Fluídos”.

Mas se é assim tão óbvio então por que não mudamos nosso estilo de vida e a forma como educamos de nossos filhos?

Ontem encontrei uma amiga que está em plena mudança de rota, traçando uma mudança radical em sua vida. Enquanto comíamos morango com açúcar e bebíamos um vinho barato ela me garantiu que para mudar nem é preciso tanta coragem e que é mais fácil que a gente imagina. A serenidade em seu rosto não deixou dúvidas: ela não estava mentindo.

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Pendurei no quarto da minha filha uma foto do Sebastião Salgado que tenho há muitos anos, em que aparecem dezenas de bebês num pátio da Febem, abandonadas ainda bem pequenas por seus pais.

Algumas vezes, quando estou com ela no colo, acalmando seu choro e aquecendo seu pequeno corpo, penso nas crianças sozinhas ou mal cuidadas. Quem ampara esses bebês quando estão sofrendo as dores de uma cólica? Quem segura esses bebês no colo para acalmá-los antes de dormir? Isso sem falar em cuidados mais básicos como a proteção contra a fome, as doenças e a violência.

Agora acabo de ler a seguinte afirmação: “pesquisas recentes em neurobiologia evidenciam que o desenvolvimento das estruturas do cérebro responsáveis pelo funcionamento social e emocional no decorrer da vida estão atreladas à qualidade do vínculo entre a criança e o provedor de cuidados. Vínculos seguros minimizam a frustração, a agressividade e permitem à criança superar contrariedades com maior rapidez. Em contrapartida, vínculos esquivos, ambivalentes ou desorganizados promovem sentimentos de inquietação e agressividade, e comprometem a habilidade da criança de moderar as emoções e lidar com o estresse”.

O trecho está no livro “Honrar a Criança: como transformar este mundo”, que acabei de comprar. Já no início encontrei algumas estatísticas muito tristes extraídas do relatório “Infância Ameaçada”, realizado pela Unicef em 2004: “mais de 1 bilhão de crianças sofrem desnutrição, doenças passíveis de prevenção e/ou tratamento, vivem em acampamentos para refugiados, são objeto de violência direta ou vítimas do tráfico sexual. A maioria se encontra em países pobres, contudo, crianças de nações ricas também estão ameaçadas, seja por maus tratos domésticos, obesidade, doenças mentais ou desorganização familiar e comunitária”.

Mais algumas estatísticas: no Brasil, 50 mil crianças morrem por ano por causa de diarréia e 7% sofrem desnutrição crônica. Ao mesmo tempo, 15% sofrem obesidade ou sobrepeso, revelando a péssima qualidade da alimentação que estamos provendo às nossas crianças.

Todo mundo sabe que esses problemas existem, por mais chocantes que sejam. Mas como deixamos isso acontecer?

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Quando o Loyd e eu decidimos nos casar, visitamos muitos apartamentos, e a existência ou não de um pátio nunca foi um item importante em nossas discussões. No final, com o dinheiro que tínhamos e a maluquice que está o preço dos imóveis em São Paulo, escolhemos um apartamento em um predinho pequeno, daqueles sem porteiro e sem elevador. Foi perfeito enquanto os habitantes eram apenas nós dois, pois passamos a fazer tudo a pé e curtimos muito caminhar pelo bairro. Mas agora que a Bebel chegou, tudo o que eu queria era ter comprado um daqueles empreendimentos enormes pra lá da marginal, com piscina, quadra e brinquedoteca, sabe?

Sempre que via anúncios desse tipo de lançamento em São Paulo eu achava muito triste, pois não gosto da ideia de trancafiar crianças em um condomínio, sem dar a elas o gosto de aproveitar o espaço público. Mas agora percebo que triste mesmo é viver em uma cidade onde não há espaço público decente e estruturado para ser curtido pelas crianças.

Eu moro ao lado de duas praças lindas, arborizadas e super bem cuidadas – sou uma privilegiada, veja bem. Mas as calçadas são tão esburacadas, o barulho do trânsito é tão grande e o comportamento dos motoristas enlouquecidos é tão perigoso que eu simplesmente não consigo sair sozinha para passear tranquilamente com a minha Bebel. A última vez que tentei fazer isso foi muito estressante e acho que até ela ficar maiorzinha não saio mais sozinha com ela não…

Eu já nem me lembro direito de onde surgiu a ideia de chamar nosso blog de Quintal da Vó. Mas seja lá qual foi a motivação, acho que foi uma ideia muito inspirada, afinal, para uma criança, muito melhor que ter um patio é ter um quintal. E se for um quintal da avó, onde os primos se encontram para brincar, melhor ainda, não é?

Infelizmente, creio que não conseguiremos sair tão cedo de nosso predinho. Enquanto isso, ainda bem que a Bebel pode contar com os quintais e pátios das avós, que além de a receberem de “portões abertos” estão sempre prontas para dar  aquele colinho quentinho e experiente que só elas têm.

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Se tem uma coisa que admiro em um adulto é a capacidade de se comunicar com as crianças. Para mim, ser apresentada a uma criança é sempre uma situação difícil, pois não consigo manter uma conversa. Eu apenas insiro um assunto infantil em um diálogo de adulto, por exemplo: “e aí fulaninho, tudo bem?”, “nossa, demais esse carrinho, hein? Você ganhou no Natal?”. Que sem graça… E fica mais chato ainda quando os pais falam “vai lá, dá um beijo na tia Mariana” e a criança olha com aquela cara de quem não está nem um pouco afim de beijar ninguém. Dá até uma sensação de rejeição, hehehe…

Outro dia uma amiga veio em casa com seu filho de três anos. Ele tinha cismado há algumas semanas que era um leão e ficou o tempo todo rugindo e engatinhando, sem dar a mínima para os adultos. Algumas pessoas riram da situação e o pequeno leão fez cara de bravo e rugiu mais alto ainda. Foi então que eu percebi que não se brinca com a viagem de uma criança e que  devemos tratar a imaginação dela com o maior respeito do mundo. Infelizmente, poucos adultos têm a capacidade de conversar com um menino-leão…

Quando se trata de um recém-nascido então a coisa se complica ainda mais. Nesse caso, a comunicação se dá no nível das sensações, da intuição, coisa mais rara ainda entre adultos pragmáticos e racionais como a maioria de nós. Semana passada, minha filha de pouco mais de dez dias estava muito, muito irritada. Não dormia e chorava o tempo todo movimentando as perninhas. Conforme aprendemos nos manuais, criança que puxa as perninhas só pode ter cólica! E lá fomos nós fazer compressa quente na barriguinha dela. Que tarde infernal proporcionamos a ela! Dias depois, quando o calor deu um tempo e bateu um vento fresquinhos percebemos que a irritação na verdade era por causa do calor. Desde então ela passa o dia inteiro só de fralda e todas as roupinhas e mantas lindas que ela ganhou estão guardadas, enfeitando as gavetas.

Assim, errando e aprendendo, espero pelo dia em que conseguirei reconhecer a razão de cada choro, pois até o momento todo resmungo significa fome para mim – mães experientes me garantiram que esse dia chegará! Enquanto isso, penso em jogar fora todos os manuais e deixar que minha intuição ocupe novamente o espaço tomado pela razão ao longo de minha vida adulta… Existe algum manual para isso?

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Bem-vinda, Bebel!

É, gente, aconteceu… Aquela barrigudinha que escreveu sobre parto normal dias atrás já não está mais barrigudinha. A Maria Isabel nasceu ontem, 28 de janeiro, saudável, sob o sol de aquário, graças a Deus. Mais uma criança leve e feliz para dar cor a este mundo tão mental.

Mas, aos amigos, digo que não vou falar mais nada, porque logo na primeira dormidinha a mãe dela já vai entrar aqui para contar tudo. Aguardem! Eu, do alto do meu orgulho de tia babona, estou feliz e emocionada!

Fora essa emoção, tive outra, bem diferente. Achei que não conseguiria editar mais o Quintal, porque minha conta simplesmente sumiu do WordPress… Fiquei tão desesperada que mal quis atualizar o novo Twitter do Quintal. Mas, agora que o susto passou, retomo minhas as atividades e convido os interessados que me sigam!

Bebelzinha, anjinha! Seja bem-vinda.

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