Esta semana começou o último mês da minha licença maternidade. Em agosto volto a trabalhar e consequentemente à loucura de São Paulo. Há umas três semanas comecei a sofrer por antecipação, pensando nas horas presa no trânsito e, principalmente, nas intermináveis dez horas longe da minha filha.
Eu tive o privilégio de tirar seis meses de licença maternidade, um benefício maravilhoso, que toda mulher do mundo deveria ter acesso. E mesmo assim estou com a sensação de que deveria ficar mais tempo em casa, cuidando da minha menina.
Sei que quando retomar minha rotina tanto ela quanto eu vamos nos adaptar. Mas que bom seria se eu pudesse trabalhar só meio período… Se eu vivesse em uma cidade menor, sem tanto trânsito… Se eu pudesse parar de trabalhar por pelo menos um ano… Fico pensando inutilmente nessas coisas, sabendo que não vou fazer nada disso, afinal, agora tenho uma filha pra criar e, além de gostar do que faço, preciso ganhar de dinheiro…
Mmmmmmm… será que não dá mesmo pra viver com menos grana e mais tempo livre? Ela é tão pequena, fica feliz com qualquer bagunça que eu faço, qualquer brinquedinho que eu dê na mão dela… Nos primeiros três meses ela só precisava de cinco coisas: um berço gostoso, fraldas limpas, chupeta, funchicória e eu. Fez tanto calor no início deste ano que nem de roupa ela precisava, embora as gavetas estivessem lá, abarrotadas!
Agora que está com cinco meses ela também precisa de um brinquedinho macio para morder e um edredom pra rolar no chão com segurança. E quando crescer mais um pouco eu acho que o que ela precisará mesmo será de parques e praças onde possa brincar de verdade, até extravasar toda a sua energia (o quintal da vó também serve!). Alimentos frescos, saborosos e sem químicas, ar puro, praias limpas e amigos legais também são itens fundamentais. Mas parece que ter o que é mais simples é sempre mais trabalhoso, mais difícil de conseguir.
Talvez por isso na maior parte das vezes acabamos proporcionando às crianças o que é mais cômodo. E assim as enchemos de brinquedos, roupas, sapatos e passeios no shopping. Não que essas coisas também não sejam legais, mas todos nós sabemos que não é daí que vem a verdadeira felicidade. Alías, falar do prazer encontrado nas pequenas coisas já virou lugar comum, virou receita de felicidade de revista “Bons Fluídos”.
Mas se é assim tão óbvio então por que não mudamos nosso estilo de vida e a forma como educamos de nossos filhos?
Ontem encontrei uma amiga que está em plena mudança de rota, traçando uma mudança radical em sua vida. Enquanto comíamos morango com açúcar e bebíamos um vinho barato ela me garantiu que para mudar nem é preciso tanta coragem e que é mais fácil que a gente imagina. A serenidade em seu rosto não deixou dúvidas: ela não estava mentindo.
Oi Mari!!
Que gostoso ler esse seu post.
A vida é tão gostosa quando damos valor às coisas simples, né? Que bom saber que você e sua filhota estão bem.
Se vale um comentário, depois que você voltar a trabalhar vai descobrir novos prazerem na interação com ela e vai continuar igualmente gostoso (exceto pelo trânsito de todos os dias), você vai ver.
Beijão.
Tomara, Fabio!! Bom conversar com você, volte sempre ao nosso quintal! bjs